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sábado, 15 de setembro de 2012

Avaliação da Capacidade Funcional dos Idosos de uma USF

Dra Carla Bastos

O envelhecimento da população exige estratégias efectivas de acompanhamento e prevenção que implicam o conhecimento da capacidade funcional dos idosos.
Avaliar a capacidade funcional dos idosos numa USF, pelas Escalas de Actividade de Vida Diária (AVD) de Katz e Actividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) de Lawton e Brody (LeB). Verificar associação entre dependência funcional e género, estado civil, escolaridade e coabitação.
Estudo transversal analítico, entre Setembro/2010 e Fevereiro/2011. Dos 990 idosos da USF seleccionaram-se aleatoriamente 297. Avaliaram-se, por inquérito, parâmetros sóciodemográficos e capacidade funcional pelas escalas referidas.
Participaram 228 idosos, média de idades 78 anos (±5.38); 56.6% mulheres; 58.3% casados; 67.1% com ≤ 4 anos de escolaridade; 47.8% coabitando com conjugue e um filho.
A prevalência de dependência foi 12.3% na escala de Katz, 48.7% na de LeB. Verificou-se associação entre ambas na distribuição dependentes/independentes.
Verificou-se que o grupo “dependentes” apresentava idade superior e escolaridade inferior, estatisticamente significativa.
Constatou-se associação entre risco de dependência e estado civil “não-casado” na escala de
Katz (OR 3.42 [IC95% 1.49-8.32]); cohabitação com filho (LeB: OR 5.62 [IC95% 2.29-15.58];
Katz: OR 3.62 [IC95% 1.41-8.93]) ou com outros familiares (LeB: OR 3.10 [IC95% 1.19-8.94];
Katz: OR 3.11 [IC95% 1.02-8.69]).
Verificou-se uma prevalência de dependência inferior à de outro estudo semelhante. A idade e menor escolaridade associam-se a risco de dependência. Associações menos espectáveis incluem estado civil “não casado” e cohabitação com filho e conjugue. Avaliar a dependência funcional e factores de risco auxilia-nos na prestação de cuidados dirigidos nesta população.

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