Justificação:
A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumática mais comum nas
crianças. O objetivo deste trabalho é
rever a clinica, o diagnóstico e sua abordagem nos Cuidados de Saúde Primários
(CSP).
Metodologia: Pesquisa
nas bases de dados UptoDate e PubMed; consulta de livros de texto, utilizando o
termo Mesh “Juvenile Idiopathic Arthritis”.
Resultados:
A AIJ é classificada de acordo com 7 subtipos, tendo em conta a clinica e os exames
complementares de diagnóstico. Clinicamente esta, manifesta-se por tumefação
articular e/ou diminuição das amplitudes articulares, rigidez matinal e/ou
rubor articular. A artralgia nem sempre está presente. O diagnóstico exige a
presença de artrite com mais de 6 semanas de duração, de causa desconhecida,
com inicio antes dos 16 anos de idade. As complicações mais comum são: uveíte;
alterações no crescimento; deformidade articular com compromisso da amplitude;
osteopenia e osteoporose.
Nos CSP devemos de fazer
uma avaliação sumária: Hemograma completo; VS; PCR doseada; função renal e
hepática; ANA’s; Factor Reumatóide e radiografias simples das articulações
acometidas.
Conclusão:
Perante uma criança ou adolescente com tumefação articular ou claudicação da
marcha ou postura de defesa articular, sem factor desencadeante aparente,
devemos colocar sempre como hipótese de diagnóstico a AIJ e, após uma avaliação
sumária englobando marcadores inflamatórios, devemos referenciar à consulta de
Reumatologia Pediátrica uma vez que o diagnóstico e tratamentos precoces
evitarão a evolução da doença, muitas vezes complicada de deformidades
articulares e limitações irreversíveis. A criança/adolescente deve de ser
medicada com AINE’s enquanto aguarda pela consulta.