Autora: Inês Silva
Introdução: As extrassístoles consistem em impulsos ectópicos que ocorrem antes da onda de despolarização do nódulo sinusal normal. São muito frequentes mesmo na população saudável, muitas vezes um achado em exames de rotina em Cuidados de Saúde Primários (CSP). São classificadas de acordo com o local de origem em supraventriculares (ESSV) e ventriculares (ESV).
Objectivo: Rever as recomendações actuais para a abordagem das extrassítoles em CSP.
Metodologia: Pesquisa bibliográfica em sites de medicina baseada na evidência, com o termo MESH “premature beat, cardiac”.
Resultados : As ESSV são quase sempre inocentes. Na sua abordagem, é fundamental tranquilizar o doente acerca da sua benignidade, aconselhando a evicção de factores desencadeantes como o álcool, o café ou o tabaco. Nos casos muito sintomáticos a terapêutica de primeira linha são os β-bloqueantes.
Já nas ESV é fundamental considerar três aspectos: a sintomatologia, a existência de cardiopatia estrutural e a frequência das ESV bem como a ocorrência de taquicardia ventricular documentada. Em casos muito sintomáticos, a terapêutica de primeira linha inclui os β-bloqueantes. Quando existe cardiopatia estrutural documentada, ESV muito frequentes (>1000/24 horas) ou com TV induzidas pelo exercício é importante prosseguir com estudo mais aprofundado, sendo necessária a referenciação para a Cardiologia.
Conclusão: As extrassístoles são muito prevalentes e muitas vezes abordadas em CSP, representando situações benignas que não necessitam de referenciação para cuidados de saúde secundários. Há, contudo, que saber distinguir e abordar estas situações benignas em relação àquelas que necessitam de estudo e acompanhamento mais diferenciado.
Este Blog pretende ser um espaço de divulgação da dinamização das reuniões do Núcleo de Formação de Aveiro, através da partilha de conteúdos importantes de interesse comum, como resumos e trabalhos apresentados durante essas mesmas reuniões.
Pesquisar neste blogue
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Abordagem da Má Progressão Ponderal nos 2 primeiros anos de vida nos CSP
Carla Bastos e Inês Figueiredo
A má progressão ponderal é uma condição comum nos cuidados de saúde primários, mais frequente nos 2 primeiros anos de vida mas que pode ocorrer em qualquer altura da infância. Uma avaliação e intervenção rápida é de extrema importância para evitar possíveis complicações e sequelas futuras. 25 % das crianças observadas nas consultas nos CSP alteram o curso do seu crescimento para uma curva diferente da do nascimento, sem que isso seja diagnóstico de má progressão ponderal. A maioria dos casos envolve um inadequado aporte calórico causado por factores sociais e comportamentais. Tanto a negligência como a hipervigilância podem causar uma má progressão ponderal e a pobreza é um grande factor de risco no nosso meio. A parte mais importante da abordagem ao paciente é a obtenção de uma história prévia detalhada, exame objectivo preciso e um diário exaustivo dos hábitos alimentares da criança. Os exames de rotina raramente são necessários para encontrar uma causa da má progressão ponderal. Um aconselhamento nutricional apropriado e antecipatório em cada consulta de vigilância da criança podem ajudar a prevenir este problema.
A má progressão ponderal é uma condição comum nos cuidados de saúde primários, mais frequente nos 2 primeiros anos de vida mas que pode ocorrer em qualquer altura da infância. Uma avaliação e intervenção rápida é de extrema importância para evitar possíveis complicações e sequelas futuras. 25 % das crianças observadas nas consultas nos CSP alteram o curso do seu crescimento para uma curva diferente da do nascimento, sem que isso seja diagnóstico de má progressão ponderal. A maioria dos casos envolve um inadequado aporte calórico causado por factores sociais e comportamentais. Tanto a negligência como a hipervigilância podem causar uma má progressão ponderal e a pobreza é um grande factor de risco no nosso meio. A parte mais importante da abordagem ao paciente é a obtenção de uma história prévia detalhada, exame objectivo preciso e um diário exaustivo dos hábitos alimentares da criança. Os exames de rotina raramente são necessários para encontrar uma causa da má progressão ponderal. Um aconselhamento nutricional apropriado e antecipatório em cada consulta de vigilância da criança podem ajudar a prevenir este problema.
Subscrever:
Comentários (Atom)