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segunda-feira, 5 de março de 2012

Sistemas de Retenção Automóvel (para transporte de Crianças)

Autor: Américo Pinto
Modalidade de apresentação: Comunicação Oral
Categoria temática: Revisão de Tema

Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte e incapacidade infantil em Portugal. A utilização dos sistemas de retenção adequados no transporte automóvel de recém-nascidos, lactentes e crianças contribui para a diminuição de lesões em caso de acidente.

Num estudo realizado em Portugal, verificou-se que 92% das mães não considera seguro o transporte ao colo no automóvel e 80,4% considera mais segura a utilização de cadeira apropriada. À data de alta hospitalar, 72,8% tenciona utilizar a cadeira apropriada, 18,5% a alcofa e 7,2% tenciona transportar o recém-nascido ao colo no percurso automóvel até ao domicílio. Apenas 52,6% das mulheres se encontram bem informadas sobre o transporte automóvel seguro e 80,8% refere a comunicação social como fonte de informação.

Apenas 0,4% das mães (2/475) refere o médico assistente como fonte para o esclarecimento dos meios de transporte das crianças.
Esta problemática reside provavelmente na falta de formação dos profissionais de saúde, havendo estudos que descrevem que 77% dos médicos de família consideram que a prevenção de acidentes faz parte dos
seus deveres mas apenas 28% sentem que dominam esta área.
No meu estágio de Pediatria, e não querendo eu fazer parte dos 72% que não dominam esta temática, propôs-me realizar uma apresentação oral sobre o Transporte de Crianças no Automóvel.

O Médico de Família e um caso clínico complexo

Autores: Maria Alexandra Palma, Maria José Tovar

Modalidade de apresentação: Comunicação Oral

Categoria temática: Relato de Caso



Palavras chave: “polymyositis”, “autoimmune diseases”

Enquadramento: A polimiosite é uma miopatia inflamatória rara, que causa fraqueza muscular proximal simétrica, elevação sérica de enzimas musculares e achados eletromiográficos e histológicos característicos. A sua causa não está completamente esclarecida, embora, a associação com doenças autoimunes e presença de anticorpos favoreça uma etiologia autoimune.

Descrição do caso: Doente do sexo feminino, de 36 anos de idade, com antecedentes de vitiligo desde os 4 anos de idade e diagnóstico de tiroidite autoimune associada a hipotiroidismo em Julho de 2008, medicada com levotiroxina 0,15mg por dia. Em Maio de 2010 foi observada em consulta de saúde de adultos por queixas de astenia, mialgias, dificuldade na marcha, em subir escadas e pentear-se, com 2 meses de evolução. Trazia resultado de análises recentes compatível com hipotiroidismo, pelo que foi ajustada a dose diária de levotiroxina para 0,175mg. Foi reavaliada 6 semanas depois; mantinha as mesmas queixas, apesar de normalização sérica de valores de hormona tireoestimulante e tiroxina livre. No exame objetivo apresentava tetraparésia proximal grau 3, sem outras alterações do exame neurológico. Foi pedido exame bioquímico que revelou elevação sérica marcada de enzimas musculares com creatinina cinase superior a 1000 UI/L. A doente foi referenciada para Serviço de Urgência Hospitalar com suspeita de polimiosite (pelos seus antecedentes de doenças autoimunes), que foi confirmada após estudo em internamento, tendo sido excluída patologia neoplásica associada. No genograma familiar destaca-se a presença de duas irmãs com patologia autoimune: vitiligo e cirrose biliar primária respetivamente.

Discussão: Este caso clínico pretende realçar o papel fundamental e privilegiado do Médico de Família na abordagem inicial das queixas do doente, mesmo no caso de patologias complexas, pelo conhecimento global dos seus antecedentes pessoais e familiares, tornando-se indispensável para o seu diagnóstico.