Alexandra Cadete
Desde
1965, ano de entrada em vigor do PNV, que se verificou uma notável
redução da morbilidade e da mortalidade pelas doenças infecciosas alvos
de vacinação. O PNV é um programa universal, gratuito e acessível a
todos os residentes em Portugal e apresenta esquemas de vacinação
aconselhados de acordo com a faixa etária e situação vacinal em que cada
individuo de encontra. As vacinas incluídas são contra a tuberculose, a
hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, a
doença invasiva por Haemophilus influenzae b, o sarampo, a parotidite epidémica, a rubéola, a doença invasiva por Neisseria meningitidis C
e a infecção por vírus do Papiloma humano, sendo que todas elas
apresentam aspectos únicos que devem ser lembrados. O presente trabalho
tem como objectivo fazer uma revisão acerca do tema relembrando os
aspectos com maior relevo para a nossa prática clínica diária.
Este Blog pretende ser um espaço de divulgação da dinamização das reuniões do Núcleo de Formação de Aveiro, através da partilha de conteúdos importantes de interesse comum, como resumos e trabalhos apresentados durante essas mesmas reuniões.
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Avaliação da prática do Programa de Prevenção do Cancro do Cólon e do Recto
Tiago Maricoto, Eurico Silva
UCSP Aveiro I
INTRODUÇÃO
O cancro do cólon e recto (CCR) é
uma entidade com elevada prevalência e incidência nos países desenvolvidos. Vários
métodos de rastreio e diagnóstico precoce estão hoje disponíveis, podendo reduzir
até 25% o risco relativo. Em Portugal é recomendada a realização de rastreio
dos 50 aos 74 anos para população geral.
OBJECTIVOS
Avaliar a qualidade da prática do
programa de prevenção e rastreio do CCR num ficheiro clínico de um Medico de Família.
METODOLOGIA
Dimensão estudada: Qualidade técnico-científica. Unidade de estudo: Utentes dum
ficheiro elegíveis para rastreio com idades entre os 50 e 74 anos. Tipo e
Fonte de dados: Registos de prescrição de PSOF, colonoscopia,
rectosigmoidoscopia, colonoscopia virtual, EBDC ou
videocápsula endoscópica, recolhidos em sistema informático SAM®. Avaliação: Interna e inter-pares;
prospectiva. Critérios de Avaliação: Percentagem de indivíduos aos quais foi solicitado um exame complementar
(EC) de rastreio em relação ao número total de indivíduos elegíveis. Tratamento dos dados: Microsoft Office
Excel 2010®. Intervenção: Educacional.
RESULTADOS
Na primeira avaliação em Outubro de 2012 identificaram-se
458 indivíduos elegíveis, tendo sido prescrito EC de rastreio a 38,4% (n=176) e
com 61,6% (n=282) sem rastreio. 20,7% (n=95) do total não tinha realizado
consulta nos últimos 2 anos.
Foram implementadas medidas educacionais com a
criação de um algoritmo de estratificação de risco com as medidas de rastreio a
implementar caso-a-caso, distribuída pela equipa médica responsável pelo
ficheiro clínico. Recorreram-se a consultas oportunistas entre utentes
utilizadores frequentes para promover a prática da prescrição dos EC de
rastreio.
Na reavaliação em Maio de 2013 identificaram-se 453
indivíduos elegíveis, dos quais 58,7% (n=266) apresentavam EC de rastreio solicitado
e 41,3% (n=187) sem rastreio. 20,3% (n=92) do total não tinha realizado
consulta nos últimos 2 anos.
CONCLUSÃO
Estes resultados mostram uma melhoria franca no
critério estabelecido após medidas correctoras, com aumento significativo da
quantidade de doentes ao qual foi solicitado EC de rastreio do CCR. Mostram
também que esta melhoria se deveu à intervenção em doentes utilizadores
regulares, uma vez que a quantidade de não utilizadores não diminuiu. Assim,
futuras medidas correctoras poderão passar por aumentar a acessibilidade e
cobertura do ficheiro clinico e manter a formação contínua dos médicos de
família nesta matéria.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Hipotiroidismo – Revisão de tema
Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema
Joana Sequeira
O hipotiroidismo é uma patologia
frequente nos Cuidados de Saúde Primários. Define-se como a deficiência de
hormonas tiroideias em circulação e resulta numa diminuição generalizada do
metabolismo, pelo que os sinais e sintomas são sistémicos e muitas vezes
inespecíficos. O hipotiroidismo não tratado pode contribuir para hipertensão,
dislipidémia, infertilidade, défice cognitivo, entre outros. O Médico de
Família deve estar atento às situações sugestivas de alterações da função
tiroideia e fazer uma correta abordagem desta patologia. Assim, este trabalho
pretende fazer uma revisão acerca das formas de apresentação, diagnóstico e
terapêutica do hipotiroidismo.
Hipertiroidismo
Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema
Diogo Pereira
Introdução: O hipertiroidismo/tireotoxicose tem
múltiplas etiologias, manifestações clínicas bem como múltiplas opções
terapêuticas. O tratamento correto requer um adequado diagnóstico, sendo
influenciado por condições médicas coexistentes e as preferências do doente.
Objetivo: Rever a evidência científica mais
recente sobre a abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia.
Metodologia: Foi realizada uma revisão clássica,
através da pesquisa bibliográfica na Medline/Pubmed, UpToDate, guidelines de
sociedades científicas e livros de texto, utilizando o termo Mesh
“Hyperthyroisdism”.
Resultados: A prevalência aproximada de
hipertiroidismo, nos EUA, é de 1,2% (0,5% - hipertiroidismo clínico e 0,7% –
hipertiroidismo subclínico). As causas mais comuns de hipertiroidismo são a
doença de Graves, o bócio multinodular tóxico e o adenoma tóxico. Estas
condições, juntamente com a tiroidite subaguda constituem 85-90% de todas as
causas de tireotoxicose.
Nos doentes em que se suspeita de
hipertiroidismo, o melhor teste para uma avaliação inicial é o doseamento de
TSH. A gravidade da tireotoxicose é dada através da medição das hormonas
tiroideias. O doseamento dos autoanticorpos e a cintigrafia nuclear, em alguns
casos, podem fornecer informação etiológica muito importante.
O tratamento do hipertiroidismo
inclui o alívio sintomático, bem como antitiroideus de síntese, iodo radioativo
ou tiroidetomia.
Discussão: No diagnóstico de hipertiroidismo, o
médico deve estar atento às especificidades desta patologia de acordo com a
faixa etária. Após o diagnóstico, e como regra geral, os doentes com
hipertiroidismo devem ser referenciados para a Endocrinologia. Se o diagnóstico
for claro, o médico de família pode iniciar um beta-bloqueador bem como a
medicação antitiroideia no momento da referenciação.
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