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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Plano Nacional de Vacinação (PNV)

Alexandra Cadete
 
Desde 1965, ano de entrada em vigor do PNV, que se verificou uma notável redução da morbilidade e da mortalidade pelas doenças infecciosas alvos de vacinação. O PNV é um programa universal, gratuito e acessível a todos os residentes em Portugal e apresenta esquemas de vacinação aconselhados de acordo com a faixa etária e situação vacinal em que cada individuo de encontra. As vacinas incluídas são contra a tuberculose, a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, a doença invasiva por Haemophilus influenzae b, o sarampo, a parotidite epidémica, a rubéola, a doença invasiva por Neisseria meningitidis C e a infecção por vírus do Papiloma humano, sendo que todas elas apresentam aspectos únicos que devem ser lembrados. O presente trabalho tem como objectivo fazer uma revisão acerca do tema relembrando os aspectos com maior relevo para a nossa prática clínica diária.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Avaliação da prática do Programa de Prevenção do Cancro do Cólon e do Recto



Tiago Maricoto, Eurico Silva
UCSP Aveiro I


INTRODUÇÃO
O cancro do cólon e recto (CCR) é uma entidade com elevada prevalência e incidência nos países desenvolvidos. Vários métodos de rastreio e diagnóstico precoce estão hoje disponíveis, podendo reduzir até 25% o risco relativo. Em Portugal é recomendada a realização de rastreio dos 50 aos 74 anos para população geral.
OBJECTIVOS
Avaliar a qualidade da prática do programa de prevenção e rastreio do CCR num ficheiro clínico de um Medico de Família.
METODOLOGIA
Dimensão estudada: Qualidade técnico-científica. Unidade de estudo: Utentes dum ficheiro elegíveis para rastreio com idades entre os 50 e 74 anos. Tipo e Fonte de dados: Registos de prescrição de PSOF, colonoscopia, rectosigmoidoscopia, colonoscopia virtual, EBDC ou videocápsula endoscópica, recolhidos em sistema informático SAM®. Avaliação: Interna e inter-pares; prospectiva. Critérios de Avaliação: Percentagem de indivíduos aos quais foi solicitado um exame complementar (EC) de rastreio em relação ao número total de indivíduos elegíveis. Tratamento dos dados: Microsoft Office Excel 2010®. Intervenção: Educacional.
RESULTADOS
Na primeira avaliação em Outubro de 2012 identificaram-se 458 indivíduos elegíveis, tendo sido prescrito EC de rastreio a 38,4% (n=176) e com 61,6% (n=282) sem rastreio. 20,7% (n=95) do total não tinha realizado consulta nos últimos 2 anos.
Foram implementadas medidas educacionais com a criação de um algoritmo de estratificação de risco com as medidas de rastreio a implementar caso-a-caso, distribuída pela equipa médica responsável pelo ficheiro clínico. Recorreram-se a consultas oportunistas entre utentes utilizadores frequentes para promover a prática da prescrição dos EC de rastreio.
Na reavaliação em Maio de 2013 identificaram-se 453 indivíduos elegíveis, dos quais 58,7% (n=266) apresentavam EC de rastreio solicitado e 41,3% (n=187) sem rastreio. 20,3% (n=92) do total não tinha realizado consulta nos últimos 2 anos.
CONCLUSÃO
Estes resultados mostram uma melhoria franca no critério estabelecido após medidas correctoras, com aumento significativo da quantidade de doentes ao qual foi solicitado EC de rastreio do CCR. Mostram também que esta melhoria se deveu à intervenção em doentes utilizadores regulares, uma vez que a quantidade de não utilizadores não diminuiu. Assim, futuras medidas correctoras poderão passar por aumentar a acessibilidade e cobertura do ficheiro clinico e manter a formação contínua dos médicos de família nesta matéria.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Hipotiroidismo – Revisão de tema




Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema

Joana Sequeira




O hipotiroidismo é uma patologia frequente nos Cuidados de Saúde Primários. Define-se como a deficiência de hormonas tiroideias em circulação e resulta numa diminuição generalizada do metabolismo, pelo que os sinais e sintomas são sistémicos e muitas vezes inespecíficos. O hipotiroidismo não tratado pode contribuir para hipertensão, dislipidémia, infertilidade, défice cognitivo, entre outros. O Médico de Família deve estar atento às situações sugestivas de alterações da função tiroideia e fazer uma correta abordagem desta patologia. Assim, este trabalho pretende fazer uma revisão acerca das formas de apresentação, diagnóstico e terapêutica do hipotiroidismo.

Hipertiroidismo



Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema

Diogo Pereira

 Introdução: O hipertiroidismo/tireotoxicose tem múltiplas etiologias, manifestações clínicas bem como múltiplas opções terapêuticas. O tratamento correto requer um adequado diagnóstico, sendo influenciado por condições médicas coexistentes e as preferências do doente.
Objetivo: Rever a evidência científica mais recente sobre a abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia.
Metodologia: Foi realizada uma revisão clássica, através da pesquisa bibliográfica na Medline/Pubmed, UpToDate, guidelines de sociedades científicas e livros de texto, utilizando o termo Mesh “Hyperthyroisdism”.
Resultados: A prevalência aproximada de hipertiroidismo, nos EUA, é de 1,2% (0,5% - hipertiroidismo clínico e 0,7% – hipertiroidismo subclínico). As causas mais comuns de hipertiroidismo são a doença de Graves, o bócio multinodular tóxico e o adenoma tóxico. Estas condições, juntamente com a tiroidite subaguda constituem 85-90% de todas as causas de tireotoxicose.
Nos doentes em que se suspeita de hipertiroidismo, o melhor teste para uma avaliação inicial é o doseamento de TSH. A gravidade da tireotoxicose é dada através da medição das hormonas tiroideias. O doseamento dos autoanticorpos e a cintigrafia nuclear, em alguns casos, podem fornecer informação etiológica muito importante.
O tratamento do hipertiroidismo inclui o alívio sintomático, bem como antitiroideus de síntese, iodo radioativo ou tiroidetomia.
Discussão: No diagnóstico de hipertiroidismo, o médico deve estar atento às especificidades desta patologia de acordo com a faixa etária. Após o diagnóstico, e como regra geral, os doentes com hipertiroidismo devem ser referenciados para a Endocrinologia. Se o diagnóstico for claro, o médico de família pode iniciar um beta-bloqueador bem como a medicação antitiroideia no momento da referenciação.