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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Hipertiroidismo



Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema

Diogo Pereira

 Introdução: O hipertiroidismo/tireotoxicose tem múltiplas etiologias, manifestações clínicas bem como múltiplas opções terapêuticas. O tratamento correto requer um adequado diagnóstico, sendo influenciado por condições médicas coexistentes e as preferências do doente.
Objetivo: Rever a evidência científica mais recente sobre a abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia.
Metodologia: Foi realizada uma revisão clássica, através da pesquisa bibliográfica na Medline/Pubmed, UpToDate, guidelines de sociedades científicas e livros de texto, utilizando o termo Mesh “Hyperthyroisdism”.
Resultados: A prevalência aproximada de hipertiroidismo, nos EUA, é de 1,2% (0,5% - hipertiroidismo clínico e 0,7% – hipertiroidismo subclínico). As causas mais comuns de hipertiroidismo são a doença de Graves, o bócio multinodular tóxico e o adenoma tóxico. Estas condições, juntamente com a tiroidite subaguda constituem 85-90% de todas as causas de tireotoxicose.
Nos doentes em que se suspeita de hipertiroidismo, o melhor teste para uma avaliação inicial é o doseamento de TSH. A gravidade da tireotoxicose é dada através da medição das hormonas tiroideias. O doseamento dos autoanticorpos e a cintigrafia nuclear, em alguns casos, podem fornecer informação etiológica muito importante.
O tratamento do hipertiroidismo inclui o alívio sintomático, bem como antitiroideus de síntese, iodo radioativo ou tiroidetomia.
Discussão: No diagnóstico de hipertiroidismo, o médico deve estar atento às especificidades desta patologia de acordo com a faixa etária. Após o diagnóstico, e como regra geral, os doentes com hipertiroidismo devem ser referenciados para a Endocrinologia. Se o diagnóstico for claro, o médico de família pode iniciar um beta-bloqueador bem como a medicação antitiroideia no momento da referenciação.

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