Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema
Diogo Pereira
Introdução: O hipertiroidismo/tireotoxicose tem
múltiplas etiologias, manifestações clínicas bem como múltiplas opções
terapêuticas. O tratamento correto requer um adequado diagnóstico, sendo
influenciado por condições médicas coexistentes e as preferências do doente.
Objetivo: Rever a evidência científica mais
recente sobre a abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia.
Metodologia: Foi realizada uma revisão clássica,
através da pesquisa bibliográfica na Medline/Pubmed, UpToDate, guidelines de
sociedades científicas e livros de texto, utilizando o termo Mesh
“Hyperthyroisdism”.
Resultados: A prevalência aproximada de
hipertiroidismo, nos EUA, é de 1,2% (0,5% - hipertiroidismo clínico e 0,7% –
hipertiroidismo subclínico). As causas mais comuns de hipertiroidismo são a
doença de Graves, o bócio multinodular tóxico e o adenoma tóxico. Estas
condições, juntamente com a tiroidite subaguda constituem 85-90% de todas as
causas de tireotoxicose.
Nos doentes em que se suspeita de
hipertiroidismo, o melhor teste para uma avaliação inicial é o doseamento de
TSH. A gravidade da tireotoxicose é dada através da medição das hormonas
tiroideias. O doseamento dos autoanticorpos e a cintigrafia nuclear, em alguns
casos, podem fornecer informação etiológica muito importante.
O tratamento do hipertiroidismo
inclui o alívio sintomático, bem como antitiroideus de síntese, iodo radioativo
ou tiroidetomia.
Discussão: No diagnóstico de hipertiroidismo, o
médico deve estar atento às especificidades desta patologia de acordo com a
faixa etária. Após o diagnóstico, e como regra geral, os doentes com
hipertiroidismo devem ser referenciados para a Endocrinologia. Se o diagnóstico
for claro, o médico de família pode iniciar um beta-bloqueador bem como a
medicação antitiroideia no momento da referenciação.
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