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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Trabalhos apresentados - 2013

Trabalhos apresentados em reunião de internato em 2013 Trabalhos apresentados em reunião de internato em 2013:
Data Tipo Título Autor(es) Local/Serviço
04/12/2013 NOC "Abordagem terapêutica da ansiedade e insónia" Sara Vidal Mendes Int. MGF
04/12/2013 Rev. "Rastreio Oftalmológico na Criança" Ana Catarina Carvalho, Ana Patrícia Pereira Int. MGF
04/12/2013 Caso "Um brinde de fim-de-semana aos Triglicerideos e à HbA1c" Eurico Silva, Tiago Maricoto Int. MGF
04/12/2013 Qualidade Revisão da técnica inalatória em Asma e DPOC Tiago Maricoto, Eurico Silva Int. MGF
06/11/2013 NOC AINE em adultos Sara Santana Int. MGF
06/11/2013 Rev. Patologia Ortopédica Infantil Diogo Pereira, Eliana Bonifácio, Vasco Costa Int. MGF
06/11/2013 CONV 7 questões sobre o tema "Dor" Dr.ª Anabela Barcelos Dir. Serv. Reumatologia CHBV
02/10/2013 CONV Ballint Dr. Manuel Mário Sousa Esp. MGF - USF Espinho
02/10/2013 NOC Diagnóstico e tratamento da DPOC Joana Sequeira Int. MGF
02/10/2013 Rev. Abordagem diagnóstica e tratamento de nódulos tireoideus Svetlana Golicov Int. MGF
04/09/2013 NOC Abordagem terapêutica das alterações cognitivas Eliana Bonifácio Int. MGF
04/09/2013 Rev. Vacinas extra-PNV Alexandra Cadete Int. MGF
04/09/2013 CONV Espirometria Prof. Dr. Agostinho Marques Pneumologia - Hosp. S.João / FMUP
03/07/2013 CONV Olho Vermelho Dr. Alberto Lemos
03/07/2013 NOC "Diagnóstico e tratamento da ITU em idade pediátrica" Andreia Fernandes Int. MGF
03/07/2013 Rev. "Abordagem prática da tosse" Inês Costa Int. MGF
03/07/2013 INVEST " viALERT - Caracterização da referenciação para a consulta de reumatologia" Tiago Maricoto Int. MGF
05/06/2013 NOC "Diagnóstico e tratamento da otite média aguda em idade pediátrica" Micaela Oliveira Int. MGF
05/06/2013 NOC "Diagnóstico e tratamento da bronquiolite aguda em idade pediátrica" Marta Tavares Int. MGF
05/06/2013 Qualidade "Avaliação da prática do Programa de Prevenção do Cancro do Cólon e do Recto" Tiago Maricoto Int. MGF
05/06/2013 Rev. Vacinas PNV Alexandra Cadete Int. MGF
08/05/2013 CONV Rastreio do Cancro da Próstata Dr. Ricardo Godinho Urologia CHUC
08/05/2013 Rev. Hipertiroidismo Diogo Pereira Int. MGF
08/05/2013 Rev. Hipotiroidismo Joana Sequeira Int. MGF
03/04/2013 CONV Psoríase Dr. Paulo Morais Dermatologia - CH Tondela - Viseu
03/04/2013 NOC Profilaxia da endocardite em idade pediátrica Margarida Neto Int. MGF
03/04/2013 Rev. Carcinoma da mama Catarina Sebe Int. MGF
03/04/2013 Rev. "Que atitude para crianças fumadoras passivas?" Cláudia Rainho Int. MGF
06/03/2013 CONV Antibioticoterapia Dr.ª Joana Neves Int. Med. Interna CHBV
06/03/2013 NOC Amigdalite em idade pediátrica Catarina Sebe Int. MGF
06/03/2013 Caso Hipertensão Secundária Svetlana Golicov Int. MGF
06/03/2013 Rev. Artrite Idiopática Juvenil Marta Tavares Int. MGF
06/02/2013 NOC Terapêutica Farmacológica da Depressão major e da sua Recorrência no Adulto Inês Silva Int. MGF
06/02/2013 Rev. Dermatoses na Grávida Inês Figueiredo Int. MGF
06/02/2013 Caso "Doutora, de tanto bater o meu coração ainda pára!" Isabel Teixeira Int. MGF
06/02/2013 CONV "Osteoporose - Questões do dia-a-dia" Dr.ª Anabela Barcelos Dir. Serv. Reumatologia CHBV
09/01/2013 --- Recepção aos novos internos e apresentação CDC --- ---
09/01/2013 NOC "Abordagem terapêutica das dislipidémias" Ana Patrícia Pereira Int. MGF
09/01/2013 NOC "Hemorragias Pós-menopausa: Abordagem diagnóstica e Terapêutica" Diogo Pereira Int. MGF
Legenda: CONV - Convidado; Caso - Relato de caso clínico; Rev. - revisão de tema; INVEST - Trabalho de Investigação; Int. - Interno; NOC - Normas de Orientação Clínica

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Revisão da tecnica inalatória em Asma e DPOC - Avaliação de Qualidade

Dr. Tiago Maricoto, Dr. Eurico Silva

ObjectivoAvaliar a prática da revisão da técnica inalatória em doentes com Asma ou DPOC e medicados com terapia inalatória.
Tipo de estudo: Avaliação de qualidade. Estudo prospectivo.
Local: UCSP Aveiro I, Centro de Saúde de Aveiro.
População: Todos os utentes de um ficheiro de Médico de Família diagnosticados com Asma ou DPOC e medicados com dispositivo inalatório.
Metodologia: Foi avaliada prospectivamente, em três ocasiões sucessivas (Maio de 2011, Maio de 2012 e Maio de 2013), a prática da revisão da técnica inalatória aos utentes. Recorreu-se ao registo de consulta em SOAP do Sistema de Apoio Médico© (SAM©), incluindo todos os campos de escrita livre, para levantamento de registos relativos a revisão da técnica inalatória com o utente. Entre os períodos de avaliação foram implementadas medidas correctivas educacionais, com a realização de formação interna interpares sobre aspectos práticos da técnica inalatória.
Resultados: Em Maio de 2011 nenhum dos 19 doentes elegíveis apresentava a técnica inalatória revista (0%). Após as medidas correctivas, em Maio de 2012, 20% apresentavam registo de ter sido efectuada revisão da técnica inalatória e em Maio de 2013 encontrou-se em 63% deles. As diferenças foram estatisticamente significativas após a 3ª avaliação (p<0,001).
Discussão: Apos aplicação das medidas correctivas a percentagem de doentes aos quais a revisão da técnica inalatória foi efectuada aumentou significativamente, reflectindo a eficácia deste tipo de formação junto dos profissionais. Outro estudo será necessário para avaliar a eficácia destas medidas na qualidade da técnica realizada pelos doentes e no controlo da sua doença.

Caso Clínico "Um brinde de fim-de-semana aos Triglicerideos e à HbA1c"

Dr. Eurico Silva; Dr. Tiago Maricoto

Introdução
O metabolismo lipídico e glucídico estão intimamente ligados e qualquer factor que interfira num deles implica forçosamente alteração no outro. O álcool tem impacto directo e potenciado em ambos e influencia o controlo da Diabetes Mellitus por vários mecanismos: 1 grama de álcool corresponde a 7 calorias, com elevado impacto energético; pode gerar hipertrigliceridemia secundária, pois níveis elevados de lípidos geram lipotoxicidade conduzindo à falência da célula β e consequente insulinodeficiencia. Isto agrava o controlo glicémico e da trigliceridemia.
Descrição do caso
Homem de 51 anos, casado, na fase 7 ciclo de Vida Duvall, técnico de saúde pública com o 12º ano de escolaridade. Diabético tipo 2 diagnosticado e tratado desde há 12anos, associando HTA, dislipidemia mista e Obesidade Grau 1. Refere: alimentação equilibrada; consumo moderado de vinho às refeições e socialmente; pratica exercício físico diário moderado.
Em Fevereiro 2012 com 11 anos de doença encontra-se medicado com Gliclazida, Metformina e Vildagliptina nas doses máximas, apresentando HbA1c 9.3%. Atendendo ao mau controlo associou-se insulina glargina gradualmente. As glicemias, com a escalada da insulina mantiveram-se elevadas, tendo-se referenciado à consulta de endocrinologia. Paralelamente a hipertrigliceridemia, apesar do fibrato e do exercício físico mantinha-se entre 200 a 300mg/dL. Com o estabelecimento de uma relação médico-doente de confiança e usando várias estratégias educativas colocou-se a opção de fazer uma prova terapêutica de ingestão de vinho apenas ao fim-de-semana. Após 1 mês os triglicerídeos baixaram para 63mg/dL, suspendendo-se o fibrato. Na reavaliação posterior, Maio 2013, apresentava HbA1c de 6.3% sob terapêutica com Insulina glargina 28UI, Metformina 1000 mg + Vildagliptina50 mg 2id, sem híper ou hipoglicemicas. A consulta de endocrinologia realizou-se 6 meses após o pedido e o doente teve alta, mantendo o tratamento anterior por apresentar um excelente controlo metabólico. Em Agosto 2013 com a ingestão de vinho apenas ao fim-de-semana, conservava controlo da HbA1c e triglicerideos, com melhoria do peso e perímetro abdominal.
Discussão
O consumo de vinho é cultural no nosso país. A Diabetes pode ser encarada como punitiva pois limita muitos dos hábitos que os doentes detêm. A opção por este regime de ingestão alterou ligeiramente a vida social do doente e permitiu-lhe atingir o controlo metabólico.

Rastreio Oftalmológico na Criança

Dra. Ana Catarina Carvalho, Dra. Ana Patrícia Pereira 

visão éum sentido extremamente importante para o desenvolvimento físicocomportamental e cognitivo da criançaDe toda a informação que recolhemos, mais de 70% relaciona‐se com a visão. É importante que o médico de família esteja sensibilizado para a realização de um exame oftalmológico adequado a cada idade, de modo a identificar precocemente desvios do normal e a referenciá-los aos cuidados de saúde secundários.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Patologia Ortopédica Infantil – Aspetos Práticos

Diogo Pereira1, Eliana Bonifácio2, Vasco Costa3
1USF Atlântico Norte; 2USF Santa Joana; 3UCSP Anadia III

Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema

Introdução: As queixas músculo-esqueléticas são muito frequentes na prática clínica do Médico de Família, tendo na idade pediátrica, também um peso importante. O Médico de Família é confrontado com patologia ortopédica, tanto no atendimento de crianças em situação aguda como na vigilância da saúde das crianças. Por outro lado, sentimos que, na prática, é dada pouca relevância à formação nesta área.
Objetivo: Rever aspetos práticos da patologia ortopédica infantil
Metodologia: Foi realizada uma revisão clássica, através da pesquisa bibliográfica na Medline/Pubmed, UpToDate, guidelines de sociedades científicas e livros de texto.
Discussão: Na patologia ortopédica infantil é necessário estabelecer um diagnóstico correto, na altura certa e referenciá-lo quando recomendado. A qualidade de todo este processo traz óbvias vantagens para o doente, pois permite o tratamento atempado de situações, que, nalguns casos, quando não tratadas, podem deixar sequelas importantes para a vida futura da criança. Do mesmo modo, permite uma utilização racional dos recursos humanos existentes e facilita a acessibilidade dos doentes que necessitam de observação especializada.

7 questões sobre o tema “Dor”

Dra. Anabela Barcelos, do Serviço de Reumatologia do CHBV


1 - Glucosamina no controlo da dor na osteoartrose?
2 - Tratamentos alternativos no controlo da dor (mesoterapia, acunpuntura, termas) - quais as alternativas na nossa realidade (acessibilidade hospitalar/exterior, etc…)?
3 - Lombalgia - qual a abordagem em CSP?
4 - Fibromialgia - que abordagem em CSP?
5 - AINEs vs “COXibes” – qual optar, quando e porquê?
6 – “Desmame” terapêutico em AINEs, COXibes e derivados Opioides! Em quais é necessário e como fazer?

domingo, 29 de setembro de 2013

ABORDAGEM DIAGNOSTICA E TRATAMENTO DE NÓDULOS TIREOIDEUS

Svetlana Golicov

Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema
 Introdução: A doença nodular da tiroide caracteriza-se pelo crescimento desordenado das células tireóideos, combinado frequentemente com o desenvolvimento gradual de fibrose.
Objetivo: Rever a evidência científica mais recente sobre a abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia.
Metodologia: Foi realizada uma revisão clássica, através da pesquisa bibliográfica na UpToDate, guidelines de sociedades científicas e livros de texto, utilizando o termo “Thyroid Nodules”.
Resultados: Os nódulos tiroideus são frequentes e afetam cerca de 5% da população. Palpável em 3 a 7% dos adultos. Em 20 a 76% detetados Ecograficamente. Proporção de 5 mulheres para um homem. Grandes maiorias são benignas (80%). Malignos: 4,0 a 6,5 % de todos os nódulos da tireoide. Menos de 0,5% da mortalidade por cancro.
Adiante da deteção de um nódulo tireóideo, história clínica completa e exame clínico cuidadoso deverão ser realizados, visando, principalmente, à definição das características do nódulo e à avaliação da presença de linfadenopatia cervical e da função tireoidiana.

Todo o nódulo de tireóideo deve ser investigado com métodos complementares, pois sejam “incidentalomas” ou nódulos palpáveis, independente do tamanho, eles têm o mesmo risco de cancro. A CAAF em nódulos tireoidianos é o exame mais acurado para se distinguir a natureza maligna ou benigna dos referidos nódulos.
O tratamento do Nodulo tiroide inclui a intervenção cirúrgica, uso de terapia supressora com LT4, follow up.


Discussão: Avaliar o Nodulo Tiroide com TSH, Ecografia e CAAF. CAAF guiada com Ecografia é o teste diagnostico mais acurado/define a natureza do nódulo. Maioria de Nódulos selecionados para CAAF baseado em características de Ecografia e pelos antecedentes pessoais ou familiares. Atualmente, recomenda-se cirurgia para todos os nódulos da tiroide indeterminados.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vacinas extra- Plano Nacional de Vacinação

Alexandra Cadete

As vacinas permitem salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico. Além das que constam no PNV (Programa Nacional de Vacinação), estão disponíveis outras, extra plano, não gratuitas, como as vacinas da gripe, a anti pneumocócica, da Hepatite A, do Rotavírus e da Varicela. Estas vacinas estão recomendadas em determinadas situações e têm demonstrado ser eficazes e benéficas, quando adequada e correctamente utilizadas. Cabe ao médico de família informar a população da sua existência, quando oportuno, e esclarecer quanto às indicações e vantagens da sua toma. O presente trabalho tem como objectivo fazer uma revisão teórica sobre as vacinas extra-PNV, suas recomendações, esquemas vacinais e contra-indicações.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

viALERT – Caracterização da referenciação em consulta de Reumatologia

Tiago Maricoto
UCSP Aveiro I – Centro de Saúde de Aveiro

INTRODUÇÃO: A articulação entre os Cuidados de Saúde Primários (CSP) e Secundários (CSS) tem sido alvo de investigação e em Portugal alguns estudos identificaram lacunas na referenciação e comunicação entre os profissionais. O objectivo foi caracterizar a referenciação para reumatologiapelo sistema ALERT®.
MÉTODOS: Recolheram-se as primeiras consultas realizadas no serviço de reumatologia no primeiro semestre de 2012. As variáveis ​​foram: "Pedido do MF”, avaliando informação clínica, hipóteses diagnósticas (HD) e urgência atribuída; "Resposta do Reumatologista", avaliando pedidos aceites e HD na primeira consulta, pedidos recusados e motivo apesentado, prioridade na triagem e tempo de espera até consulta.
RESULTADOS: Obteve-se 296 casos, dos quais 279 (94%) foram aceites e 17 (6%) rejeitados. Dos pedidos rejeitados, 14 não apresentavam informação clinica suficiente.Nos casos aceites a informação clinicaregistada foi:ritmo da dor em 42%, localização da dor em 67%, número de articulações envolvidas em 50%, a duração dos sintomas em 40%, o estado funcional em 31% e as queixas sistémicas em 18%, exames complementares analíticos em 44% e imagiológicos em 41% dos casos.As HD colocadas por MF vs Reumatologista foram respectivamente: artrite reumatoide (30% vs 39%); espondilartrites (12% vs 25%); doenças do tecido conjuntivo (8% vs 28%); osteoartrose (22% vs 54%), patologia locoregional (15% vs 39%), síndrome da dor generalizada (6% vs 7%), osteoporose (5% vs 12%), artrite reactiva ou séptica (2% vs 5%) e artrite microcristalina (1% vs 6%). O grau de concordância foi superior a 50% em todas as HD, com exceção da síndrome de dor generalizada (29%) e da artrite reactiva ou séptica (17%). O tempo medio de espera global para consulta foi 378 dias (mediana 157), sendo, de acordo com triagem: 55 dias para casos muito prioritários (mediana 51), 237 para prioritários (mediana 167) e 1.319 para normais (mediana 1.477), sendo esta diferença estatisticamente significativa (p<0.001). Encontrou-se associação entre pedido urgente do MF e elevada prioridade atribuída (p<0.05).

DISCUSSÃO: Os resultados mostram que a maioria dos pedidos de consulta são aceites, mas evidenciam lacunas na informação clinica disponibilizada, nomeadamente queixas sistémicas associadas, ealgum desconhecimento dos MF nesta área. Este estudo reforça a necessidade de melhorar a identificação dos casos mais graves e a importância da qualidade da informação clinica permitindo assim uma triagem eficaz.

Abordagem prática da tosse

Inês Costa
Orientada por: Drª Maria João Vidal
UCSP Vagos 1

A tosse é um reflexo fisiológico fundamental. No entanto, quando se prolonga ao longo do tempo causa grande desconforto, afectando as relações sociais, o descanso nocturno e por isso a qualidade de vida dos indivíduos. Sendo um motivo de consulta muito frequente, é importante o Clínico Geral ter estratégias de abordagem rápidas e simplificadas da tosse, de forma a trata-la eficiente e eficazmente.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Plano Nacional de Vacinação (PNV)

Alexandra Cadete
 
Desde 1965, ano de entrada em vigor do PNV, que se verificou uma notável redução da morbilidade e da mortalidade pelas doenças infecciosas alvos de vacinação. O PNV é um programa universal, gratuito e acessível a todos os residentes em Portugal e apresenta esquemas de vacinação aconselhados de acordo com a faixa etária e situação vacinal em que cada individuo de encontra. As vacinas incluídas são contra a tuberculose, a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, a doença invasiva por Haemophilus influenzae b, o sarampo, a parotidite epidémica, a rubéola, a doença invasiva por Neisseria meningitidis C e a infecção por vírus do Papiloma humano, sendo que todas elas apresentam aspectos únicos que devem ser lembrados. O presente trabalho tem como objectivo fazer uma revisão acerca do tema relembrando os aspectos com maior relevo para a nossa prática clínica diária.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Avaliação da prática do Programa de Prevenção do Cancro do Cólon e do Recto



Tiago Maricoto, Eurico Silva
UCSP Aveiro I


INTRODUÇÃO
O cancro do cólon e recto (CCR) é uma entidade com elevada prevalência e incidência nos países desenvolvidos. Vários métodos de rastreio e diagnóstico precoce estão hoje disponíveis, podendo reduzir até 25% o risco relativo. Em Portugal é recomendada a realização de rastreio dos 50 aos 74 anos para população geral.
OBJECTIVOS
Avaliar a qualidade da prática do programa de prevenção e rastreio do CCR num ficheiro clínico de um Medico de Família.
METODOLOGIA
Dimensão estudada: Qualidade técnico-científica. Unidade de estudo: Utentes dum ficheiro elegíveis para rastreio com idades entre os 50 e 74 anos. Tipo e Fonte de dados: Registos de prescrição de PSOF, colonoscopia, rectosigmoidoscopia, colonoscopia virtual, EBDC ou videocápsula endoscópica, recolhidos em sistema informático SAM®. Avaliação: Interna e inter-pares; prospectiva. Critérios de Avaliação: Percentagem de indivíduos aos quais foi solicitado um exame complementar (EC) de rastreio em relação ao número total de indivíduos elegíveis. Tratamento dos dados: Microsoft Office Excel 2010®. Intervenção: Educacional.
RESULTADOS
Na primeira avaliação em Outubro de 2012 identificaram-se 458 indivíduos elegíveis, tendo sido prescrito EC de rastreio a 38,4% (n=176) e com 61,6% (n=282) sem rastreio. 20,7% (n=95) do total não tinha realizado consulta nos últimos 2 anos.
Foram implementadas medidas educacionais com a criação de um algoritmo de estratificação de risco com as medidas de rastreio a implementar caso-a-caso, distribuída pela equipa médica responsável pelo ficheiro clínico. Recorreram-se a consultas oportunistas entre utentes utilizadores frequentes para promover a prática da prescrição dos EC de rastreio.
Na reavaliação em Maio de 2013 identificaram-se 453 indivíduos elegíveis, dos quais 58,7% (n=266) apresentavam EC de rastreio solicitado e 41,3% (n=187) sem rastreio. 20,3% (n=92) do total não tinha realizado consulta nos últimos 2 anos.
CONCLUSÃO
Estes resultados mostram uma melhoria franca no critério estabelecido após medidas correctoras, com aumento significativo da quantidade de doentes ao qual foi solicitado EC de rastreio do CCR. Mostram também que esta melhoria se deveu à intervenção em doentes utilizadores regulares, uma vez que a quantidade de não utilizadores não diminuiu. Assim, futuras medidas correctoras poderão passar por aumentar a acessibilidade e cobertura do ficheiro clinico e manter a formação contínua dos médicos de família nesta matéria.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Hipotiroidismo – Revisão de tema




Tipo: Comunicação Oral
Área: Revisão de Tema

Joana Sequeira




O hipotiroidismo é uma patologia frequente nos Cuidados de Saúde Primários. Define-se como a deficiência de hormonas tiroideias em circulação e resulta numa diminuição generalizada do metabolismo, pelo que os sinais e sintomas são sistémicos e muitas vezes inespecíficos. O hipotiroidismo não tratado pode contribuir para hipertensão, dislipidémia, infertilidade, défice cognitivo, entre outros. O Médico de Família deve estar atento às situações sugestivas de alterações da função tiroideia e fazer uma correta abordagem desta patologia. Assim, este trabalho pretende fazer uma revisão acerca das formas de apresentação, diagnóstico e terapêutica do hipotiroidismo.