Bom dia a todos.
Para uma melhor utilidade e divulgação das plataformas virtuais atualmente disponibilizadas pelo núcleo, irá ser utilizado de agora em diante e em substituição deste blogue o seguinte endereço eletrónico:
Pretende-se deste modo um acesso mais intuitivo e útil aos dados relacionados com a associação cdc.mgf, às informações e trabalhos apresentados em reuniões de núcleo, assim como informações sobre outros eventos.
Manter-se-á contudo o contato por e-mail com forma privilegiada e principal de comunicação e partilha de material com todos os elementos do núcleo de internato (internos e orientadores).
Continuamos disponíveis para as sugestões que queiram propôr, seja para o site, para as reuniões ou futuras formações, através dos contatos habituais.
Boa semana
CDC.MGF
Este Blog pretende ser um espaço de divulgação da dinamização das reuniões do Núcleo de Formação de Aveiro, através da partilha de conteúdos importantes de interesse comum, como resumos e trabalhos apresentados durante essas mesmas reuniões.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Trabalhos apresentados - 2015
| Data | Tipo | Título | Autor(es) | Local/Serviço |
|---|---|---|---|---|
| 02/12/2015 | CONV | - - - | - - - | - - - |
| 02/12/2015 | - - - | AMPA (a confirmar) | Dr. Bruno Oliveira | Interno MGF |
| 04/11/2015 | CONV | "Pacemakers - o que um médico de família deve saber " | Dr. José António Santos | Diretor Serv. Cardiologia do CHBV – Aveiro |
| 04/11/2015 | Prática | "Protocolo de referenciação para consulta de Cardiologia do CHBV" | Dr.ª Inês Costa | Interna MGF |
| 04/11/2015 | Rev. | Exame Objectivo do Recém-nascido | Dr. Bruno Oliveira (e Dr.ª Joana Ribeiro) | Interno MGF |
| 07/10/2015 | NOC | "Diagnóstico e Tratamento da Bronquiolite Aguda em Idade Pediátrica" (norma recém-actualizada a 23/02/2015) | Dr.ª Ana Filipe Rocha | Interna MGF |
| 07/10/2015 | CONV | "Resistência a Antibióticos: o pesadelo do Século XXI" | Dr.ª Sónia Ferreira | Doutorada em Biologia/Microbiologia |
| 02/09/2015 | NOC | "Consentimento informado, esclarecido e livre dado por escrito" | Dr. Filipe Pereira | Interno MGF |
| 02/09/2015 | Rev. | "Abordagem da disfonia no adulto - perspetiva de MGF" | Dr.ª Catarina Carvalho | Interna MGF |
| 01/07/2015 | CONV | Células estaminais do cordão umbilical | Dr.ª Salomé Maia | Diretora do Banco Público de células estaminais |
| 01/07/2015 | NOC | Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation)" - Fernando Fernandes | Dr. Fernando Fernandes | Int. MGF |
| 01/07/2015 | Rev. | Abordagem empírica em infecções da via aérea inferior – perspetiva de MGF | Dr.ª Catarina Carvalho e Dr.ª Joana Ribeiro | Int. MGF |
| 03/06/2015 | CONV | Massas Cervicais | Dr. João Barosa | Especialista ORL, CHBV |
| 03/06/2015 | NOC | Terapêutica das Infecções do Aparelho Urinário na Comunidade | Dr. André F. Correia | Int. MGF |
| 03/06/2015 | REV/Journal Club | "Management of Hyperglicemia in type 2 Diabetes" - ADA Recommendations (2015) | Dr. Duarte Santos | Int. MGF |
| 06/05/2015 | CONV | Patologia oral: cheque dentista, recomendações gerais para higiene oral nas várias idades, sinais de alarme de patologia oral. | Dr. José Frias Bulhosa | Médico Dentista, ACeS Baixo Vouga |
| 06/05/2015 | NOC | "Orientação técnica sobre suplemento de cálcio e vitamina D em pessoas idosas" | Joana Baptista | Int. MGF |
| 01/04/2015 | NOC | "Abordagem, diagnóstico e tratamento da ferropenia no adulto" | Joana Vale | Int. MGF |
| 01/04/2015 | Rev. | "Abordagem da Obesidade" | Inês Teles e Cláudia Rainho | Int. MGF |
| 01/04/2015 | Rev. | Vacina Bexsero | Ana Paula Galante | Int. MGF |
| 04/03/2015 | NOC | "Hipertensão Arterial: definição e classificação" e "Abordagem terapêutica da hipertensão arterial" | Tatiana Clemêncio | Int. MGF |
| 04/03/2015 | INVEST | Caracterização das práticas contracetivas das adolescentes de uma unidade de saúde | Ana Paula Galante | Int. MGF |
| 04/03/2015 | CONV | Rastreios da linguagem e fala | Marisa Lousada e Ana Rita Valente | Terapeuta da fala |
| 04/02/2015 | CONV | A História do SNS | Dr. Agostinho Lobo | |
| 04/02/2015 | NOC | Antibioterapia na Pneumonia Adquirida na Comunidade em Adultos Imunocompetentes | Dr.ª Sofia Madanelo | Int. MGF |
| 04/02/2015 | Qualidade | Prescrição da Vacina Anti-Pneumocócica | Dr. Duarte Santos e Dr. Tiago Maricoto | Int. MGF |
sábado, 14 de março de 2015
II Academia Médica
O CDC.MGF (Centro Dinamizador de Conteúdos em Medicina Geral e Familiar), em parceria com o núcleo de internato de MGF de Aveiro está a organizar a 2ª Academia Médica, que irá decorrer nos dias 3 e 4 de Julho de 2015 no Centro de Congressos de Aveiro.
À semelhança do ano passado, será um espaço direccionado à atualização de conhecimentos, privilegiando a componente prática e a divulgação de trabalhos científicos.
Este ano a Academia alargou horizontes e contará ainda com um espaço inédito, a Academia Pública, dirigida ao público em geral.
Contamos com a vossa participação.
Programa e outras informações em:
terça-feira, 10 de março de 2015
Caracterização das práticas contracetivas das adolescentes de uma unidade de saúde
Autora: Ana Paula Galante
Enquadramento
A saúde sexual e reprodutiva da adolescência é uma prioridade em saúde pública.
O objetivo é caraterizar as práticas contracetivas das adolescentes(A) de uma unidade de
saúde(US).
Métodos
Estudo retrospetivo com A do sexo feminino, entre os 13 e os 19anos, vigiadas numa US
em consulta de Saúde Infantil(CSI) e/ou consulta Planeamento Familiar(CPF),nulíparas.
Foram avaliadas a frequência de CPF, o método de contraceção realizado e se havia
registo do início da atividade sexual(IAS).
Dados de registos médicos feitos nas CSI e/ou CPF e análise em Excel.
Resultados
A população era constituída por 333A,com idade média de 15,9anos.
No grupo das A entre 13-15anos(n=145),em 96,6% dos casos não há informação sobre
o IAS.Apenas 1,4%já teria tido IAS.Cerca de 2,8% das A deste grupo faziam contraceção.Cerca
de 98,6%nunca tiveram uma CPF.
No grupo das A entre 16-19anos(n=188),22,9% já tinham tido IAS.Destas,100%
usavam método contracetivo(55,8% só contraceção oral,11,6% só preservativo e 30,2%
combinada) e 90,7% tiveram pelo menos uma CPF.Em 49,5% dos casos não há dados sobre o
IAS.No geral, apenas 30,9% tiveram≥1CPF.
Conclusões
Os registos médicos são insuficientes e não discriminam aspetos importantes à
caraterização das práticas contracetivas,tais como:a coitarca,o uso correto(ou não)dos métodos
contracetivos e discussão de temas relativos à saúde reprodutiva e sexual.
Importa construir sistemas de registo homogéneos mais descritivos para que se possa ter
uma perceção global mais aproximada à realidade das práticas contracetivas das A,por forma a
saber onde é necessário atuar e como.
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Characterization of adolescents’ contraceptive practices in a primary care unit
Introduction/ Objectives:
Adolescents’ sexual and reproductive health is a priority for public healthcare.
The goal is to characterize the contraceptive practices of adolescents of a primary care
unit (PCU).
Methods:
Retrospective study of female adolescents, between 13 and 19 years, with follow-up in a
PCU in Child Health Care Program (CHC) and/or Family Planning Care Program(FPC),
nulliparous.
Were evaluated the frequency of attendance of a FPC, the method of contraception used
and if there was any record of the onset of sexual activity (OSA).
Data were collected from medical records made in CHC and/or FPC and statistical
analysis was made in Excel.
Results:
The population studied involved 333 adolescents, with a mean age of 15.9 years.
In the group of 13-15 years old (n=145), in 96.6% there was no information about OSA.
Only 1.4% would have had already OSA. About 2.8% used contraception. About 98.6% never
had a FPC.
In the group of 16-19 years old (n = 188), 22.9% had already had OSA. Of these one,
100% used contraception (55.8% only oral contraception, 11.6% used only condoms and 30.2%
combined both methods) and 90.7% had at least one FPC. In 49.5% of cases there were no data
on OSA. Overall, only 30.9% had ≥ 1 FPC.
Conclusion:
Medical records are inadequate and do not discriminate important aspects correlated
with adolescents’ contraceptive practices patterns, such as: age of the first sexual intercourse,
correct use (or not) of contraception and discussion of topics related to reproductive and sexual
health.
It’s important to design and build more descriptive and homogenous record systems in
order to have a closer and global perception of the reality of adolescents’ contraceptive
practices, so to know where and how to act.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Prescrição da vacina antipneumocócica - Trabalho de qualidade
Prescrição da vacina antipneumocócica
Avaliação de Qualidade
Autores: Duarte Santos1, Tiago Maricoto1, Eurico Silva2 1UCSP Aveiro I 2USF João Semana, Ovar
RESUMO
Introdução: O S. pneumoniae é um dos principais agentes causais de pneumonias, muitas vezes levando a doença invasiva disseminada, que associa 15 a 20% de mortalidade. A vacina antipneumocócica apresenta até 90% de eficácia e é recomendada em vários grupos de risco por várias entidades, incluído a DGS.
Objectivo: Avaliar a cobertura de vacinação antipneumocócica em alguns grupos de risco, nomeadamente idosos de 65 ou mais anos, crianças até aos 5 anos e doentes com diabetes e DPOC.
Métodos: Dimensão estudada: Qualidade técnico-científica. Unidade de estudo: Utentes de um ficheiro clínico com recomendação clínica para vacinação. Tipo e Fonte de dados: Registos de prescrição ou administração de vacina antipneumocócica, recolhidos em sistema informático SAM®. Avaliação: Interna e prospectiva. Critérios de Avaliação: Percentagem de indivíduos, entre os elegíveis, aos quais foi prescrita ou administrada a vacina antipneumocócica. Intervenção: Educacional. Foi realizada uma revisão bibliográfica das recomendações para a vacinação e apresentadas em reunião de equipa. Recorreu-se apenas a consultas oportunistas e de programas de vigilância padronizados para incentivar a vacinação.
Resultados: Realizaram-se avaliações em 3 momentos, uma inicial em Maio de 2012, e após medidas correctivas duas em Maio 2013 e Maio 2014. A taxa global de cobertura vacinal no total de indivíduos (total de 354, 374 e 387 elegíveis respectivamente) foi de 25.1%, 39.3% e 41.6%. Quanto aos subgrupos, a evolução da cobertura nos idosos foi de 6.8%, 27.3% e 30.6%; nas crianças de 77.9%, 79.3% e 80,9%; nos diabéticos de 9.1%, 46.3% e 55.6%; e nos doentes com DPOC de 20%, 55.6% e 53.8%.
Discussão: Estes resultados mostram uma melhoria no critério estabelecido após medidas correctoras, com aumento significativo dos utentes cobertos com vacina antipneumocócica. O grupo das crianças revelou elevada taxa desde o início, o que se pode dever a maior iniciativa dos pais na vacinação ou a mais atentos cuidados de saúde infantil. Futuras medidas correctoras poderão passar por alargar a cobertura a utentes não utilizadores, convidando-os a realizar a vacinação.
Palavras-chave: Vacina antipneumocócica; Crianças; Idosos; Diabetes Mellitus; DPOC
Autores: Duarte Santos1, Tiago Maricoto1, Eurico Silva2 1UCSP Aveiro I 2USF João Semana, Ovar
RESUMO
Introdução: O S. pneumoniae é um dos principais agentes causais de pneumonias, muitas vezes levando a doença invasiva disseminada, que associa 15 a 20% de mortalidade. A vacina antipneumocócica apresenta até 90% de eficácia e é recomendada em vários grupos de risco por várias entidades, incluído a DGS.
Objectivo: Avaliar a cobertura de vacinação antipneumocócica em alguns grupos de risco, nomeadamente idosos de 65 ou mais anos, crianças até aos 5 anos e doentes com diabetes e DPOC.
Métodos: Dimensão estudada: Qualidade técnico-científica. Unidade de estudo: Utentes de um ficheiro clínico com recomendação clínica para vacinação. Tipo e Fonte de dados: Registos de prescrição ou administração de vacina antipneumocócica, recolhidos em sistema informático SAM®. Avaliação: Interna e prospectiva. Critérios de Avaliação: Percentagem de indivíduos, entre os elegíveis, aos quais foi prescrita ou administrada a vacina antipneumocócica. Intervenção: Educacional. Foi realizada uma revisão bibliográfica das recomendações para a vacinação e apresentadas em reunião de equipa. Recorreu-se apenas a consultas oportunistas e de programas de vigilância padronizados para incentivar a vacinação.
Resultados: Realizaram-se avaliações em 3 momentos, uma inicial em Maio de 2012, e após medidas correctivas duas em Maio 2013 e Maio 2014. A taxa global de cobertura vacinal no total de indivíduos (total de 354, 374 e 387 elegíveis respectivamente) foi de 25.1%, 39.3% e 41.6%. Quanto aos subgrupos, a evolução da cobertura nos idosos foi de 6.8%, 27.3% e 30.6%; nas crianças de 77.9%, 79.3% e 80,9%; nos diabéticos de 9.1%, 46.3% e 55.6%; e nos doentes com DPOC de 20%, 55.6% e 53.8%.
Discussão: Estes resultados mostram uma melhoria no critério estabelecido após medidas correctoras, com aumento significativo dos utentes cobertos com vacina antipneumocócica. O grupo das crianças revelou elevada taxa desde o início, o que se pode dever a maior iniciativa dos pais na vacinação ou a mais atentos cuidados de saúde infantil. Futuras medidas correctoras poderão passar por alargar a cobertura a utentes não utilizadores, convidando-os a realizar a vacinação.
Palavras-chave: Vacina antipneumocócica; Crianças; Idosos; Diabetes Mellitus; DPOC
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