Pesquisar neste blogue

terça-feira, 3 de julho de 2012

Gravidez e Medicação


 Isabel Teixeira

Categoria temática: Caso Clínico

A administração de medicação a grávidas afecta a mãe e o feto, podendo condicionar neste último teratogenia, que se define como alterações morfológicas bioquímicas ou comportamentais, induzidas em qualquer fase da gestação e detectadas em qualquer momento da vida do indivíduo. O período de maior vulnerabilidade situa-se entre a 8ª e a 12ª semana de gestação. O risco de iniciar uma gestação sob medicação é variável, dependendo da terapêutica em causa, podendo, ou não, haver contra-indicação para tal, sugerindo-se uma avaliação cuidadosa da relação risco/benefício e rigoroso controlo da gravidez (analiticamente e ecograficamente).
O presente caso clínico pretende mostrar a importância da articulação entre os diferentes serviços de Saúde, hospitalar e de Cuidados Primários, bem como a importância de uma boa vigilância na gravidez. É, deste modo, fundamental que se conheça a segurança com que os fármacos podem ser utilizados e os possíveis efeitos secundários que estes podem apresentar quando administrados no decorrer de uma gestação. Para além disso, pretende-se enfatizar a importância da escolha adequada do método contraceptivo e, caso esta seja o método definitivo, a importância de o planear atempadamente e a sua realização dentro de um curto espaço de tempo, principalmente se se trata de uma utente com risco aumentado numa gravidez não desejada, como no presente caso clínico.