Isabel Teixeira
Categoria temática: Caso Clínico
A administração de medicação a
grávidas afecta a mãe e o feto, podendo condicionar neste último teratogenia,
que se define como alterações morfológicas bioquímicas ou comportamentais,
induzidas em qualquer fase da gestação e detectadas em qualquer momento da vida
do indivíduo. O período de maior vulnerabilidade situa-se entre a 8ª e a 12ª
semana de gestação. O risco de iniciar uma gestação sob medicação é variável,
dependendo da terapêutica em causa, podendo, ou não, haver contra-indicação
para tal, sugerindo-se uma avaliação cuidadosa da relação risco/benefício e
rigoroso controlo da gravidez (analiticamente e ecograficamente).
O presente caso clínico pretende
mostrar a importância da articulação entre os diferentes serviços de Saúde,
hospitalar e de Cuidados Primários, bem como a importância de uma boa
vigilância na gravidez. É, deste modo, fundamental que se conheça a segurança
com que os fármacos podem ser utilizados e os possíveis efeitos secundários que
estes podem apresentar quando administrados no decorrer de uma gestação. Para
além disso, pretende-se enfatizar a importância da escolha adequada do método
contraceptivo e, caso esta seja o método definitivo, a importância de o planear
atempadamente e a sua realização dentro de um curto espaço de tempo,
principalmente se se trata de uma utente com risco aumentado numa gravidez não
desejada, como no presente caso clínico.