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terça-feira, 10 de março de 2015

Caracterização das práticas contracetivas das adolescentes de uma unidade de saúde

Autora: Ana Paula Galante

Enquadramento 
A saúde sexual e reprodutiva da adolescência é uma prioridade em saúde pública. 

O objetivo é caraterizar as práticas contracetivas das adolescentes(A) de uma unidade de saúde(US). 

Métodos 
Estudo retrospetivo com A do sexo feminino, entre os 13 e os 19anos, vigiadas numa US em consulta de Saúde Infantil(CSI) e/ou consulta Planeamento Familiar(CPF),nulíparas. 
Foram avaliadas a frequência de CPF, o método de contraceção realizado e se havia registo do início da atividade sexual(IAS). 
Dados de registos médicos feitos nas CSI e/ou CPF e análise em Excel. 

Resultados 
A população era constituída por 333A,com idade média de 15,9anos. 
No grupo das A entre 13-15anos(n=145),em 96,6% dos casos não há informação sobre o IAS.Apenas 1,4%já teria tido IAS.Cerca de 2,8% das A deste grupo faziam contraceção.Cerca de 98,6%nunca tiveram uma CPF. 
No grupo das A entre 16-19anos(n=188),22,9% já tinham tido IAS.Destas,100% usavam método contracetivo(55,8% só contraceção oral,11,6% só preservativo e 30,2% combinada) e 90,7% tiveram pelo menos uma CPF.Em 49,5% dos casos não há dados sobre o IAS.No geral, apenas 30,9% tiveram≥1CPF. 

Conclusões 
Os registos médicos são insuficientes e não discriminam aspetos importantes à caraterização das práticas contracetivas,tais como:a coitarca,o uso correto(ou não)dos métodos contracetivos e discussão de temas relativos à saúde reprodutiva e sexual. 
Importa construir sistemas de registo homogéneos mais descritivos para que se possa ter uma perceção global mais aproximada à realidade das práticas contracetivas das A,por forma a saber onde é necessário atuar e como. 


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Characterization of adolescents’ contraceptive practices in a primary care unit 

Introduction/ Objectives: 
Adolescents’ sexual and reproductive health is a priority for public healthcare. The goal is to characterize the contraceptive practices of adolescents of a primary care unit (PCU). 

Methods: 
Retrospective study of female adolescents, between 13 and 19 years, with follow-up in a PCU in Child Health Care Program (CHC) and/or Family Planning Care Program(FPC), nulliparous. 
Were evaluated the frequency of attendance of a FPC, the method of contraception used and if there was any record of the onset of sexual activity (OSA). 
Data were collected from medical records made ​​in CHC and/or FPC and statistical analysis was made in Excel. 

Results: 
The population studied involved 333 adolescents, with a mean age of 15.9 years. 
In the group of 13-15 years old (n=145), in 96.6% there was no information about OSA. Only 1.4% would have had already OSA. About 2.8% used contraception. About 98.6% never had a FPC. 
In the group of 16-19 years old (n = 188), 22.9% had already had OSA. Of these one, 100% used contraception (55.8% only oral contraception, 11.6% used only condoms and 30.2% combined both methods) and 90.7% had at least one FPC. In 49.5% of cases there were no data on OSA. Overall, only 30.9% had ≥ 1 FPC. 

Conclusion: 
Medical records are inadequate and do not discriminate important aspects correlated with adolescents’ contraceptive practices patterns, such as: age of the first sexual intercourse, correct use (or not) of contraception and discussion of topics related to reproductive and sexual health. 
It’s important to design and build more descriptive and homogenous record systems in order to have a closer and global perception of the reality of adolescents’ contraceptive practices, so to know where and how to act.

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