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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

IDOSOS: VULNERÁVEIS A INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS?




Autores: Catarina Rego; Ana Raquel Costa; Elisabete Borges; Marta Guedes

INTRODUÇÃO:
O crescente envelhecimento populacional tem levado ao investimento na melhoria da qualidade de vida dos idosos. Terapêutica para a disfunção sexual permite a manutenção de uma vida sexual activa que aliada à inexperiência no manuseamento de métodos preventivos de infecções e à crença na não-vulnerabilidade às ISTs, têm favorecido a exposição dos idosos a factores de risco para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
OBJETIVOS:
Compreender os factores biológicos, psicológicos e culturais envolvidos na vivência da sexualidade do idoso que poderão estar na origem do aumento do número de idosos a(in)fectados com ISTs.
MATERIAL/MÉTODOS:
Pesquisa bibliográfica nas principais bases de dados científicas, livros de referência e revistas especializadas, de 2002 a 2012, nas línguas portuguesa e inglesa, usando os termos MeSH Sexually Transmitted Diseases; aged; epidemiology.

RESULADOS:
Envelhecer é um processo natural e é importante que seja de forma saudável e activa. A sexualidade no idoso altera-se mas não “morre”, pelo contrário, é um aspeto importante da sua saúde, que deve ser vivida de forma satisfatória e adequada. As mudanças biopsicossociais nos idosos predispõem a alterações na vivência da sexualidade, como aumento do tempo para excitação, dificuldades na ereção e diminuição da lubrificação vaginal, fatores que contribuem para a não adesão ao uso do preservativo. O número de ISTs entre indivíduos com mais de 65 anos de idade tem vindo a aumentar nas últimas décadas. Encontram-se entre as mais prevalentes: sífilis, clamídia e gonorreia.
DISCUSSÃO/CONCLUSÃO:
A sexualidade é um aspeto da saúde importante em todas as idades. O médico de família está numa posição privilegiada para explicar a importância do sexo seguro em qualquer idade, ajudando a vencer preconceitos e falsas crenças. É indispensável adequar a linguagem das campanhas de prevenção à realidade dos idosos, de forma a diminuir a incidência de ISTs neste grupo populacional.

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