Tânia Silva, Yolanda
Oliveira, Maria João Marques, Pedro Damião
Introdução
A
reestruturação dos cuidados de saúde primários, nestes últimos anos, criou novas
exigências aos profissionais que integram os seus serviços, criando um stress
adaptativo, podendo este comprometer o seu bem-estar, produtividade e
desempenho. Neste contexto, torna-se pertinente avaliar a qualidade da relação
indivíduo-trabalho.
Objectivo
Determinar
a prevalência da Síndrome de Burnout nos profissionais do Agrupamento de
Centros de Saúde do Baixo Vouga II (ACeS BVII), nos três estratos profissionais
mais numerosos: administrativo, enfermagem e médico.
Material e métodos
O
estudo realizado foi do tipo observacional, transversal e analítico, com
aplicação de um questionário de auto-preenchimento, que incluía os 16 itens do
Maslach Burnout Inventory – General Survey (MBI-GS),
aos profissionais do ACeS BVII, entre Maio e Agosto de 2011.
Resultados
A
adesão foi de 84,1%, contudo dos 290 questionários apenas
244 estavam completamente preenchidos. Aplicando os critérios estabelecidos
para o uso do MBI-GS (1996) estimou-se uma prevalência intervalar (I.C. 95%) de
[0,1%;3,2%] nos profissionais do ACeS BVII.
Discussão/Conclusões
Em
comparação com outros trabalhos, a prevalência encontrada foi inferior. Tal
pode resultar da aplicação de critérios mais latos de outras versões do
questionário MBI e eventualmente de uma boa relação dos profissionais do ACeS
BVII com o seu ambiente de trabalho.
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