Maria Alexandra Palma, 3º ano do Internato MGF, na UCSP V, ACES Baixo Vouga 2 (antiga Extensão de Saúde da Borralha, Centro de Saúde de Águeda)
Introdução e objectivo: O síndrome doloroso regional complexo (SDRC) atinge preferencialmente as extremidades; caracteriza-se por dor neuropática, espontânea ou evocada, contínua e regional; acompanha-se de disfunção autonómica, alterações da sensibilidade, motoras e tróficas. O objectivo desta apresentação é a revisão deste síndrome, realçando as principais diferenças na infância.
Metodologia: Consulta dos critérios de diagnóstico de SDRC definidos pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) e pesquisa nas bases e dados UpToDate e Medline através das palavras-chave “complex regional pain syndrome”.
Resultados: Em 1994 a IASP definiu os primeiros critérios de diagnóstico de SDRC que foram revistos e publicados posteriormente em 2007. A sua etiologia inclui traumatismo, intervenção cirúrgica, acidente vascular cerebral (AVC), enfarte agudo do miocárdio (EAM) entre outros eventos, mas em 25 a 35% dos casos não se consegue definir uma causa. Divide-se em doistipos, 1 e 2, consoante a ausência ou presença de lesão nervosa definida, dos quais o primeiro representa 90% dos casos. Além da dor, caracteriza-se pela presença de sintomas e sinais sensitivos, motores, de disfunção autonómica (vasomotores e alterações da sudorese) e tróficos. No adulto evolui habitualmente por três estádios nos quais se mantém a dor: agudo (membro quente, seco e edemaciado), distrófico (membro frio, cianosado e húmido) e atrófico (atrofia cutânea e muscular com contracturas). Alguns estudos evidenciaram a sua prevenção após AVC através da mobilização precoce e após fractura do punho com a administração de vitamina C . Relativamente ao tratamento, o principal objectivo é o alívio da dor para permitir o início precoce de regime de reabilitação com fisioterapia e terapia ocupacional, evitando a atrofia e imobilização do membro afectado. As principais características deste síndrome na infância são: menor relação com história de evento nocivo, papel proeminente de factores psicológicos, atingimento preferencial da perna, ausência dos três estádios descritos no adulto, extremidade envolvida habitualmente fria, sintomas neurológicos menos pronunciados e melhor
resposta ao tratamento de reabilitação.
Discussão: O diagnóstico de SDRC é essencialmente clínico; o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível para prevenir a atrofia eimpotência funcional do membro afectado.
Introdução e objectivo: O síndrome doloroso regional complexo (SDRC) atinge preferencialmente as extremidades; caracteriza-se por dor neuropática, espontânea ou evocada, contínua e regional; acompanha-se de disfunção autonómica, alterações da sensibilidade, motoras e tróficas. O objectivo desta apresentação é a revisão deste síndrome, realçando as principais diferenças na infância.
Metodologia: Consulta dos critérios de diagnóstico de SDRC definidos pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) e pesquisa nas bases e dados UpToDate e Medline através das palavras-chave “complex regional pain syndrome”.
Resultados: Em 1994 a IASP definiu os primeiros critérios de diagnóstico de SDRC que foram revistos e publicados posteriormente em 2007. A sua etiologia inclui traumatismo, intervenção cirúrgica, acidente vascular cerebral (AVC), enfarte agudo do miocárdio (EAM) entre outros eventos, mas em 25 a 35% dos casos não se consegue definir uma causa. Divide-se em doistipos, 1 e 2, consoante a ausência ou presença de lesão nervosa definida, dos quais o primeiro representa 90% dos casos. Além da dor, caracteriza-se pela presença de sintomas e sinais sensitivos, motores, de disfunção autonómica (vasomotores e alterações da sudorese) e tróficos. No adulto evolui habitualmente por três estádios nos quais se mantém a dor: agudo (membro quente, seco e edemaciado), distrófico (membro frio, cianosado e húmido) e atrófico (atrofia cutânea e muscular com contracturas). Alguns estudos evidenciaram a sua prevenção após AVC através da mobilização precoce e após fractura do punho com a administração de vitamina C . Relativamente ao tratamento, o principal objectivo é o alívio da dor para permitir o início precoce de regime de reabilitação com fisioterapia e terapia ocupacional, evitando a atrofia e imobilização do membro afectado. As principais características deste síndrome na infância são: menor relação com história de evento nocivo, papel proeminente de factores psicológicos, atingimento preferencial da perna, ausência dos três estádios descritos no adulto, extremidade envolvida habitualmente fria, sintomas neurológicos menos pronunciados e melhor
resposta ao tratamento de reabilitação.
Discussão: O diagnóstico de SDRC é essencialmente clínico; o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível para prevenir a atrofia eimpotência funcional do membro afectado.
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